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Economia continuará oscilante até o final do ano

Após a greve dos caminhoneiros e a crise de desabastecimento, as perspectivas para a economia brasileira não são animadoras. A inflação está voltando e o dólar está oscila bastante. O desemprego também não para de crescer. Esses indicadores já revelam que o crescimento do PIB em 2018 será abaixo do previsto, algo em torno de 1,5%, apenas um pouco acima de 2017.

 

Além da piora dos indicadores econômicos ainda existem as incertezas políticas e eleitorais que deixam o mercado e a economia com desconfiança do que pode vir a acontecer após as eleições. Que tipo de governo sairá das urnas ainda é uma grande incógnita. Candidaturas extremas não são bem vindas pela economia e o mercado.

 

O rombo fiscal do Governo continua como o maior impedimento para a retomada do crescimento econômico. E enquanto o desemprego estiver alto não há possibilidade de melhorias econômicas e sociais.

 

Com relação à Previdência Social ela continua amordaçada pela ditadura do Ministério da Fazenda e com seus recursos sendo constantemente utilizados para tapar buracos nas contas do Governo. A recente aprovação da reoneração da folha de pagamentos, ao invés de retornar para os cofres do INSS, será utilizada para cobrir os custos da queda do preço do litro do diesel. A Previdência sempre paga a conta das crises. É preciso acabar com esse ciclo vicioso de prejudicar as receitas da Previdência e levar o sistema para o desequilíbrio financeiro. Não há sistema que aguente tamanha ingerência negativa em seus recursos.

 

A economia brasileira vai continuar instável até o final do ano. O resultado das eleições é que vai sinalizar os rumos futuros do país. Até lá a população brasileira e também os aposentados continuarão sofrendo com a crise econômica e política que o país atravessa.

por Maurício Oliveira - Assessor econômico/Cobap