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Desemprego aumenta e desalento recorde na procura de emprego

*Por Luiz Legnãni 

 

As principais marcas do governo Temer em dois anos são o aumento do desemprego, o fim dos direitos trabalhistas, o desmonte da Seguridade Social e a retirada de recursos da saúde e da educação, para agradar o grande capital.

Nem a mídia aliada consegue mais ocultar os números crescentes e suas consequências.

 A Folha de SP do dia 18 de maio, destacou que o Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE. 4,6 milhões de pessoas desistiram de procurar trabalho, a maioria jovens negros e pardos

O desanimo com o mercado de trabalho bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. O desalento se caracteriza pelo desanimo em procurar emprego.

Assim, apesar de o desanimo indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego no país. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação esteve em 13,1%, ante 13,7% mesmo período de 2017. ‘’ A desocupação caiu sim, mas caiu em razão de aumento do desalento e do aumento da população subocupada”, afirma o Coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas nessa condição-aumento de 511 mil no período de um ano. Os dados constam da Pnad Continua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, divulgada na quinta-feira (17).

 O Estado de SP de domingo (20),” desemprego entre jovens chega a 28%”. Situação ainda pior, o Dieese registra na Grande São Paulo, onde 37,4% desses jovens estavam sem ocupação em março.

O Globo de domingo (20), traz artigo de Bernardo Mello Franco, com o título “O IBGE desmentiu o presidente”. Informa que desde a posse de Temer, o desemprego saltou para 23%.

A Agência Sindical publicou reportagem sobre a queda no emprego metalúrgico, baseado em informações do economista do Dieese Rodolfo Viana, responsável pela subsecção do Dieese nos Metalúrgicos de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo ele, em 2013, o Brasil contava 2,446 milhões metalúrgicos empregados. Em 2017 contava apenas com 1,8 milhão-queda de 23,4%. E os salários também pioraram.

 Carta Capital de quinta (17), Correio vai fechar 513 Agencias e demitir 5,3 mil funcionários, início neste mês de maio.

Conforme João Guilherme Vargas Neto, consultor Sindical e membro do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).” A situação é desoladora, a economia não deslancha, o Brasil retrocede vinte anos com quase 30 milhões de brasileiros subutilizados no mercado de trabalho e a histeria dos rentistas fica cada vez mais forte. “A maioria dos trabalhadores empregados vai sobrevivendo como pode. Os que tem carteira assinada são acossados pela lei trabalhista celerada, os informais sofrem todas as maldades do mercado-baixos salários e nenhum direito.

 

*Luiz Legnãni é Diretor  de Relações Públicas e Convênios da FEAPESC e Secretário Geral da COBAP

Imagem ilustrativa (reprodução) que retrata a preocupação de toda a população brasileira de jovens, adultos e idosos.